Metodologias

METODOLOGIA DO INDICADOR DO BOI GORDO E DA VACA GORDA LAPBOV/UFPR

Diariamente são apurados com os informantes (pecuaristas, frigoríficos, escritórios de compra e venda de gado e leiloeiras) de cada uma das mesorregiões os preços nominais (considerando a inflação) de negócios efetivamente realizados (mercado físico) e os prazos de pagamento. As cotações (em R$/arroba) dos preços praticados no mercado do boi gordo correspondem ao preço do animal na fazenda, livre da CESSR (Contribuição Especial da Seguridade Social Rural), ex-FUNRURAL. Os preços nominais de cada fonte são descontados pelo prazo de pagamento acima referido através da taxa de juros do Custo de Oportunidade-DI (Depósito Interbancário), divulgada diariamente pela BM&F Bovespa. Após o desconto pelo prazo de pagamento, descontam-se 1,3% da CESSR.

Uma vez obtidos os preços à vista de cada informante, é calculada a média ponderada em cada região, gerando-se assim os preços regionais à vista. Para se chegar à cotação da média Paraná, calcula-se o desvio-padrão ponderado, levando-se em conta todas as informações dos valores reais e do volume de abate do estado, retirando-se os dados que encontram-se acima e abaixo dos limites superior e inferior, respectivamente. Em seguida, é calculada a média ponderada dos dados que permaneceram dentro do desvio-padrão, chegando-se assim, à cotação diária do Indicador para o estado.

O modelo matemático a ser utilizado para a média de preço de cada mesorregião é dado por:

IMR=i=1nPi×Qii=1nQi

Sendo:

  • IMR  – Índice de preço de arroba do boi gordo em cada mesorregião;

  • Pi – preços da arroba do boi gordo de cada informante;

  • Qi – volume de animais comercializados para o abate de cada informante da mesorregião.

Para calcular o preço médio da arroba do boi gordo no estado é utilizada a seguinte fórmula:

IPR=i=1nIMRi×QMRii=1nQMRi


Onde:


  • IPR – Indicador de preço da arroba do boi gordo no estado do Paraná;

  • Σ(IMR * QMRi) – Somatório dos índices mesorregionais multiplicados pelo volume de abate mesorregionais;

  • ΣQMRi – volume total de abate no Estado.

Nos dias em que o informante não comercializou animais para o abate ele fica de fora da formação do indicador entrando novamente no índice quando tiver realizado comercialização. Caso não haja comercialização de animais em toda uma região, aplica-se à cotação do dia anterior a variação da média Paraná obtida no dia.

Regiões de tomada de preço de boi
Regiões de tomada de preço boi

METODOLOGIA DO INDICADOR DO BEZERRO LAPBOV/UFPR

O Indicador do Bezerro LAPBOV/UFPR tem como objetivo informar a média semanal do preço pago pelo bezerro no estado do Paraná.

O LAPBOV/UFPR considera como bezerro um bovino macho e/ou fêmea, desmamado, com idade entre 6 a 12 meses. Os bezerros são separados de acordo com as características raciais em: Nelore e Anelorado, Britânico, Continental, Cruza Britânica, Cruza Continental e Outras.

Para a formação do Indicador o Estado do Paraná é dividido em duas regiões, Norte (mesorregiões Noroeste, Norte Central, Norte Pioneiro e Centro-Ocidental) e Sul (mesorregiões Oeste, Sudoeste, Centro Sul, Sudeste, Centro-oriental e Metropolitana de Curitiba). Esta divisão foi feita levando-se em conta as diferentes características produtivas de cada uma destas regiões do Estado. Estas diferenças estão relacionadas ao clima, sistemas de produção e raças criadas em cada região.

São coletados os preços nominais pagos e o volume de animais negociados na semana, possibilitando a obtenção de uma média ponderada do preço (em R$/cabeça ou em R$/kg) do bezerro de cada região (Norte e Sul) e a média do estado do Paraná.

Os valores correspondem ao preço do bezerro no prazo de pagamento de 30 dias. Quando os prazos são maiores ou menores do que este período é realizado o desconto dos preços nominais pelo prazo e taxa de juros do custo de oportunidade do Depósito Interbancário (DI), divulgada diariamente pela BM&F Bovespa. O peso e a idade média dos animais são valores obtidos pela média simples dos dados coletados com as leiloeiras.

O Indicador do Bezerro LAPBOV/UFPR informa o valor por sexo, raça e região (Norte ou Sul) do Estado, sendo divulgado todas as quintas-feiras no site do LAPBOV/UFPR

Além do Indicador do Bezerro LAPBOV/UFPR, o Laboratório disponibiliza no site um link com a Agenda de Leilões e outro com os Valores de Fretes. A Agenda de Leilões tem como objetivo informar, aos interessados na pecuária de corte paranaense, as datas e os locais dos leilões que ocorrerão no estado do Paraná. Já os Valores de Fretes buscam informar o comportamento dos preços dos fretes para carregamento de bovinos em trajetos até 100 km (preço fechado) e acima de 100 km (preço por km rodado), e ainda, em percursos com e sem pedágio.

Regiões de tomada de preço de bezerro
Regiões de tomada de preço bezerro

METODOLOGIA DO INDICADOR DO KG/ VIVO DO SUÍNO LAPESUI

Semanalmente são coletados junto aos informantes (frigoríficos) de cada uma das grande regiões os preços nominais (embutida a inflação) de negócios efetivamente realizados (mercado físico), bem como os prazos de pagamento e o volume de animais abatidos. As cotações (em R$/kg/vivo) dos preços praticados no mercado do suíno correspondem ao preço do animal na granja, livre do CESSR (Contribuição Especial da Seguridade Social Rural), ex-Funrural, livre do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços). Os preços nominais de cada fonte são descontados pelos prazos de pagamento acima referido através da taxa média de desconto do CDI-over (Certificado de Depósito Interbancário), divulgada diariamente pelo Banco Central do Brasil. Uma vez obtidos os preços à vista de cada informante, é calculada a média ponderada para cada mesorregião, em seguida são calculados os desvios-padrão e formado o intervalo média ± desvio-padrão, sendo retirados os dados pelos limites superior e inferior. Ápos uma nova média ponderada é calculada gerando-se assim os preços regionais à vista. A média de preço do estado é formada através de todos os dados coletados seguindo a mesma metodologia utilizada na formação das mesorregiões, elaborando o Indicador de preços do kg/vivo do suíno para o Estado do Paraná. O modelo matemático a ser utilizado para a média de preço é dado por:
IMR=i=1nPi×Qii=1nQi

Sendo:

  • IMR – Indicador de preço do kg/vivo do suíno;

  • Pi – preços do kg/vivo do suíno de cada informante;

  • Qi – volume de animais comercializados para o abate de cada informante da mesorregião.

METODOLOGIA DO INDICADOR DE CORTES DE SUINOS NO VAREJO LAPESUI

Para construção do Indicador de preços no varejo dos principais cortes suínos no varejo, é considerada, a princípio, a região de Curitiba/PR, maior centro consumidor do estado do Paraná. Supermercados, mercados, açougues e casa de carnes da região informam os preços dos seguintes cortes de suínos resfriado: pernil com pele, lombo sem osso, costela, paleta e bisteca. Os dados serão levantados semanalmente por meio de visita aos estabelecimentos ou por contato telefônico. Então é calculada a média aritmética para cada corte, gerando-se os preços médios à vista para cada corte.

O modelo matemático a ser utilizado para a média de preço é dado por:

P¯=i=1nPin

Sendo:


  • P – Indicador de preço do kg de cortes do suíno

  • Pi – preços do kg do corte de suíno de cada informante

  • n – número de estabelecimentos informantes

METODOLOGIA DO INDICADOR DE PREÇOS DO KG/CARCAÇA LAPESUI

Para o indicador de preços do kg/carcaça do suíno, o estado foi divido em quatro grandes regiões, denominadas aqui de Norte, Sul, Oeste e Centro, considerando o preço do kg/carcaça do animal depois de abatido.

Semanalmente são apurados com os informantes (frigoríficos) de cada uma das grandes regiões os preços nominais do kg/carcaça do anilam vendido depois de abatido. As cotações (em R$/kg/carcaça) dos preços praticados corresponderão ao preço da carcaça, considerando que carcaça refere-se ao o suíno morto, despojado de vísceras, inclusive rins e gordura dos rins, cerdas e unhas, permanecendo a cabeça, extremidade dos membros, couro e cauda.

Com os preços à vista de cada informante é calculada a média ponderada em cada região, gerando-se assim os preços regionais à vista. Então, estes preços são novamente agrupados através de uma média aritmética ponderada, elaborando o Indicador para o Estado do Paraná.

O modelo matemático a ser utilizado para a média de preço de cada região é dado por:

IMR=i=1nPi×Qii=1nQi

Sendo:


  • IMR  – Indicador de preço do kg/carcaça do suíno;

  • Pi – preços do kg/carcaça do suíno de cada informante;

  • Qi – volume de animais abatidos de cada informante da mesorregião.

Regiões de tomada de preço do suíno
Regiões de tomada de preço suíno